Gosto de gente falando em inglês. Os dois primeiros minutos em que eu me culpo por não dominar a língua são absolutamente superados pelo gosto que eles me provocam: o gosto de viagem. Ri sozinha porque naquele pequenino instante, em um cubículo de elevador, eles fizeram com que eu me sentisse livre no mundo. Atravessando um corredor de hotel em nova york ou em um museu famoso, apertando o livrinho sobre o peito, esperando para entrar. Naquele momento, aquelas pessoas me têm gosto de férias. Acontece parecido com meus amigos baianos: todos têm o bafo quente de sol. Quando eles chegam, me animo, porque sei que encontro um pacote de alegria, um suplemento de amor do qual sou feita. Me encontro com a melhor parte de mim em um simples sorriso encostado na porta, preso no rosto de um deles. Parece que a cidade embarcou, que minha felicidade passou para me buscar. As pessoas mudam de gosto quando se misturam com o cheiro quente de nossas memórias, os pedidos escondidos de nosso coração. E tudo passa a ser tão mais bonito e tão fácil se explica o rosto da moça, olhando pro alto, quando todo mundo está andando rápido, olhando pro chão.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
O gosto que gente tem.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Samba da bagunça - passagem do trem
Peço desculpa por esse jeito
tão desconexo , meu bem
pelo desajeito do meu cabelo
pelo embaralho de minhas pernas
e pela maluquice de
meus sentimentos
Sou assim um assustado só
Diante de um amor calmo
E uma onda farta de amor
Diante de um dia calmo
Sou assim, de derrubar a mesa
E de balançar o chão
Quando você só quer encostar a cabeça
Sou assim de pedir muito
De pedir os dedos, os ventos, os tempos, as mãos
Perdoa, amor, esse meu jeito tão desajeito
Meu amor destrambelhado
Descendo para os seus braços
Essa bagunca que faço
Com nosso suave compasso
Leve de tanto nós.
Se um dia a cabeça virar
Deixa então que eu arrumo
Que eu ponho tudo no prumo
Com meu punhado de palavras
Que eu dobro tudo de novo
No calor do meu abraço
Penduro nossos sentimentos
Penteio nossos medos com zelo
E amo como quem não fez nada
Como se nunca tivesse passado
Coisa assim tão assanhada.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Diverso
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Ceciliando
