segunda-feira, 14 de março de 2011

VEM AÍ


Continuo feliz-feliz com o aniversário que está vindo. Eu acho que é isso: eu nino meu aniversário, como um bebê que nasce, e que tivesse mesmo que ser feliz. Eu preparo seu quarto, arrumo suas cortinas na janela, ponho as cores amarelas, azuis , brancas, em cada cantinho. E encho de perfume esse tempo de vida, esse espaço-quarto para tantos sonhos, numa mistura de agradecimento e pré-abraço. Recebo com o cheiro de mar. Recebo com os olhos brilhando. Toda vez que ele vem chegando, sinto. Mas não me sinto apenas, aquela que vai soprar a velinha, mas sinto todos. Sinto todos com um sorriso imenso. Aqueles que fazem meu coração pular, que já dividiram comigo dias dos mais gostosos, momentos que parecem cenas de filmes na minha cabeça. E como elas vêm e vão, como pequenos curtas, me fazendo sorrir mais e mais. Sinto todas. E quero por perto. Para ouvir, para falar, para abraçar dessa forma diferente, com a vontade que viaja e atravessa. É dia meu, é dia nosso, é dia deles. É uma festa de um tempo novo que quer nascer. Vamos colocar nossos chapéis de novos pensamentos na cabeça. Vamos pegar nossa língua de sogra de novas palavras, soltas e livres, indo e escapulindo dos lábios. Vamos petiscar nossos momentos-doces, achocolatas manhãs, tardes de silêncio e paz. Vamos encher as nossas palmas para aplaudir a vida e pedir por ainda mais amor, como quem enche o teatro e o peito. É uma festa com você. É uma festa de todo dia, do dia que continua, com um entusiasmo recém-nascido. Venha que vamos.

Feliz dia que inaugura tempo novo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Nem parece verão em sampa. Acabei de chegar e o friozinho matinal já nos encontra, naqueles velhos olhos brancos da cidade. De punjante e urgente, só o verde. Há um derramado de verde por toda parte, molhado e vivo, como se fosse uma primavera para aquela cor. Caminho sob o hálito das flores, o macio tapete de grama, a permissão dos insetos e o babuciar de um passarinho, que como eu, também aprendeu a viver tranquilamente ali – apesar da estradinha de asfalto. Respiro os ares da cidade. Da minha cidade. Seu bocadinho de chão, seu silêncio cheio de liberdade para um livro, um pensamento. É tanta calma nessa cidade sempre nova, mesmo que todos saibam de suas urgências. Quase danço sob o frio e as histórias que estou ouvindo. Podia até sentir saudades do sol. Mas não, eu entendo, é quase como uma compaixão, deixá-la ser. Essa chuva..ah, essa chuva é só o jeito de amar de sampa.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"abra a janela e veja eu sou o sol...
eu sou céu e mar
eu sou seu e fim
e o meu amor é imensidão..."

abraçando a palavra alheia e deixando-se dançar com ela...


31/03/11

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

FAZ NOVO

Para você que tem muito amor aí nesse coração, que andou guardando demais ou não. Para você que tem tantos sonhos para tantos anos, que nem sabe como distribuí-los. Para você que tem a alegria estampada na família ou uma família todinha de amigos. Para você que fez tanta gente feliz em 2010, gente sem laço, sem abraço, sem jeito pra pedir ajuda. Para você que precisa de um começo e pra quem só precisa de uma vírgula, porque está no meio da estrada. Para você que acredita, acontece e acredita, escurece e acredita, amanhece e acredita. Um ano novo nosso, branco e farto, e um natal SOL em nossos corações. FELIZ 2011!

domingo, 24 de outubro de 2010

Ele, o amor.



Amor é o que existe de mais legal entre duas pessoas e que existe além até das duas pessoas, vivendo na cama, no caminho para a cozinha, na bagunça da sala, no cheiro da almofada e delicadezas do supermercado. Amor é um bocado. Se morasse na barriga, não caberia na boca de sopro do estômago, nem nos metros enrolados de intestino - o que talvez explique uma segunda locação. Amor parece mais um sorriso em forma de enzima, que espalha e adormece, que espalha e amolece, que espalha e encanta, e ri e junta pele. Amor é um cruzamento de dedos além-idade, anti-relógio, anti-espaço e anti-assento. É um olhar que está no outro, mesmo que pálpebras fechadas meia-noite. Quem tem um amor, na verdade, já é preenchido, como de algo ou outrem, como quem finalmente carrega o sol por dentro da blusa. Ufa! Amor é de fato uma demasia. Mas uma verdade tão de palma, tão de gente, que pele molhado seda ternura quente amor. Amor pousada mão sobre mim. Sorrio amor.